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12/06/2018   

Delator diz que Rossoni não podia vê-lo que logo perguntava: 'tem coisa boa pra mim?'

Esse, o tucanato paranaense>>>

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Por Katia Brembatti/Gazeta do Povo

A delação premiada do dono da Construtora Valor, Eduardo Lopes de Souza, afirma que o atual secretário-chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni (PSDB), recebeu dinheiro dentro Assembleia Legislativa do Paraná, quando era deputado estadual, como forma de compensação por contratos fraudulentos de construção de escolas. As informações estão nos documentos da Operação Quadro Negro, aos quais G1 e RPC tiveram acesso. De acordo com o empresário, Rossoni recebeu cerca de R$ 460 mil. A delação ainda precisa ser homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), porque as denúncias atingem pessoas com foro privilegiado, como o próprio Rossoni, que é deputado federal licenciado.

“Quando ele me via, me chamava no canto e falava ‘E aí, Eduardo, tem coisa boa para mim hoje?’, esfregando as mãos”, disse Souza, no processo de colaboração com o Ministério Público Federal (MPF). Em depoimento, o empresário disse que foi Rossoni quem o apresentou ao diretor da Superintendência de Desenvolvimento da Educação (Sude) , Maurício Fanini, responsável por fiscalizar o andamento das construções contratadas junto à Valor. Souza também destacou que as primeiras licitações vencidas pela Valor foram em 2011, em Bituruna, no Sul do Paraná. A cidade é o reduto eleitoral de Rossoni.

Segundo o delator, os primeiros contatos já teriam estabelecido que 10% de todas as licitações deveriam ser repassados ao então deputado. Ainda de acordo com Souza, quem intermediava a entrega do dinheiro era um assessor de Rossoni. O empresário declarou também que os pagamentos da propina eram feitos dentro da Assembleia Legislativa. Ele disse que subia até Presidência e entregava o dinheiro, que era contado pelo servidor, quase todas as semanas.

“Quando ele [Rossoni] me via, me chamava no canto e falava ‘E aí, Eduardo, tem coisa boa para mim hoje?’, esfregando as mãos”

Eduardo Lopes de Souza é um dos denunciados no principal processo derivado da Quadro Negro e estava em prisão domiciliar até o mês passado, quando foi liberado pela Justiça para se mudar para Cuiabá, no Mato Grosso.





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