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19/04/2017   

Beto Richa, o piloto brigão da Odebrecht, está perdido diante da Lava Jato

Brigão e Piloto são dois dos apelidos de Beto Richa (PSDB), nas listas de propinas da Odebrecht>>>

CELSO NASCIMENTO/GAZETA DO POVO VIA CÍCERO CATTANI

Beto Richa está perdido. Fugiu do pau jogando o crime praticado de caixa para dois dedicados amigos.

“Não chega a ser exatamente uma “inovação”, mas a estratégia de dizer que nada sabe e que, se houver culpa, esta deve ser jogada no lombo dos outros, foi outra vez utilizada pelo governador Beto Richa para driblar o desconforto de ter sido citado entre os beneficiários de caixa 2 abastecido com propinas da Odebrecht.

O “não sabia” tornou-se célebre como mantra de Lula”, escreve Celso Nascimento, na Gazeta.

Segundo ele, explicações devem ser terceirizadas para os tesoureiros de suas campanhas de 2008, 2010 e 2014 – anos em que concorreu a prefeito de Curitiba e, por duas vezes, a governador. Os tesoureiros, nestas campanhas, eram os amigos Fernando Ghignone e Juraci Barbosa, hoje nas presidências da Compagás e da Fomento Paraná. ”

Segundo delação à Lava Jato – revela Celso Nascimento – ex-executivo da Odebrecht Benedito Jr. disse ter autorizado contribuição de R$ 4 milhões na campanha de 2014, a pedido de um representante de “Piloto”, codinome atribuído a Richa nas planilhas mantidas pela companhia. Só uma parte do valor, no entanto, teria sido repassada e que não houve contrapartida do governo do estado à Odebrecht.

Não custa lembrar, porém, que em junho de 2014, três meses depois da deflagração da Lava Jato e quatro antes da reeleição de Richa, a Odebrecht firmou uma festejada Parceria Público Privada (PPP) com o estado para a duplicação e posterior cobrança de pedágio da rodovia PR-323, entre Maringá a Cianorte, na região Noroeste. A parceria não foi adiante porque a Odebrecht foi logo atingida pelos petardos da Lava Jato.

A PPP previa que o governo do Paraná pagaria à empreiteira R$ 100 milhões por ano enquanto a rodovia estivesse em obras – “para reduzir o preço do pedágio”, justificava-se na época. A Odebrecht teve de desistir do negócio. E, de fato, não houve contrapartida”.

Se Beto Richa não tem culpa nenhuma, que abra mão de foro e vá de peito aberto à apuração da verdade. Vá ao encontro de Sergio Moro, sem condução coercitiva. Só assim terá credibilidade.





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