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24/01/2018   

Chefe do Cartel de Jalisco, preso no Brasil, tem transferência negada no STF

Um dos grandões do Cartel de Jalisco, Nova Geração, Cartel maos violento do México, inimigos de El Chapo de Sinaloa (já extraditado aos EUA), estava 'a passeio' no Ceará quando foi preso pela PF. 'La Chepa', como é chamado, José Gonzalez-Valencia, teve sua transferência da sede da PF para uma cadeia estadual, negada por Cármen Lúcia.

'La Chepa', que está na mira dos EUA para extradição, aguarda decisão  do STF sobre pedido de Extradição.

Comenta-se no meio policial e criminal, nas redes sociais, que La Chepa estaria para estreitar laços com o PCC.

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DO STF - A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, negou o pedido de transferência de José Gonzalez-Valencia da Superintendência Regional da Polícia Federal no Ceará para o sistema prisional do estado. Apontado como líder do cartel de drogas mexicano Jalisco Nueva Generación (CJNG), Gonzalez-Valencia, conhecido como “Chepa”, “Camaron” e “Santy”, foi preso no último dia 27 de dezembro em Aquiraz (CE) em cumprimento a mandado de prisão expedido pelo STF. A decisão da ministra foi tomada no pedido de Extradição (EXT) 1505, formulado ao Brasil pelos Estados Unidos da América, onde ele é acusado de tráfico internacional de drogas.

De acordo com a PF, Chepa passava férias de fim de ano com a família no Ceará depois de ingressar no Brasil com passaporte boliviano. A Superintendência Regional da Polícia Federal no Ceará pediu autorização ao STF para transferi-lo a uma unidade do sistema prisional estadual alegando “deficiências” em seu núcleo de custódia. Mas, de acordo com a ministra Cármen Lúcia, a quem coube decidir o pedido durante as férias coletivas dos ministros, a alegação do órgão é “vaga e não especifica quais seriam as deficiências apontadas”. A ministra observou que a PF não apresentou qualquer documento que comprove minimamente a afirmação e determinou que as autoridades responsáveis pela custódia preservem a integridade física e moral do preso.

A presidente do STF também negou pedido feito pela defesa de Gonzalez-Valencia para que o processo de extradição tramitasse em segredo de justiça, “no intuito de ser preservar a intimidade do extraditando e de seus familiares que se encontram no Brasil” e em razão da forte repercussão do caso em todo o País, principalmente no Ceará. A defesa também pedia a transferência de Gonzalez-Valencia da sede da PF para um presídio estadual, em face da “flagrante precariedade do local”. A ministra Cármen Lúcia afirmou que “a regra do processo judicial é a publicidade”, não havendo qualquer situação excepcional a justificar o sigilo nesse caso.

Concluído o período de férias, a ministra determinou que se encaminhem os autos da EXT 1505 ao relator do caso, ministro Celso de Mello.

VP/AD

 





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