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14/03/2015   

Dilma foi citada 11 vezes em depoimentos de doleiros à Lava Jato, diz jornal

Mais alguma dúvida?

A presidente Dilma Rousseff foi citada 11 vezes nos 190 termos de depoimentos prestados pelos dois principais delatores da Lava Jato: o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef. A informação foi divulgada na tarde desta quarta-feira (11) pelo site do jornal “Folha de S.Paulo”.

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Após analisar o teor das delações, o procurador-geral da República Rodrigo Janot decidiu não abrir nenhuma investigação sobre Dilma. Ele alegou estar impossibilitado, pela Constituição, de investigar Dilma acerca do escândalo na Petrobras.

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Veja os trechos de depoimentos que citam Dilma:

Depoimentos de Paulo Roberto Costa:

16/8/14 - Citou notícias de imprensa de que a presidente havia tentado destituir o então presidente da Transpetro, Sérgio Machado, mas não conseguiu, tendo em vista a força política de Machado no PMDB

2/9/14 - Mencionou ter conhecido Antonio Palocci Filho na época em que o petista era membro do Conselho de Administração, então presidido por Dilma Rousseff. Afirmou ter recebido solicitação de Palocci, “por meio de Alberto Youssef”, para que fossem “liberados R$ 2 milhões do caixa do PP para a campanha presidencial de Dilma Rousseff”. Disse ter autorizado a entrega, “sendo que Youssef operacionalizou o pagamento e confirmou ao declarante [Costa] posteriormente”. Disse que o doleiro não esclareceu se o pedido do valor foi feito pessoalmente por Palocci ou se por meio de algum assessor

2/9/14 - Disse que Nestor Cerveró deixou o cargo de diretor financeiro da Petrobras Distribuidora depois que, em declarações à CPI da Petrobras, “entrou em contradição em relação às declarações da presidente Dilma Rousseff” no tema da refinaria de Pasadena (EUA)

3/9/14 - Afirmou que a decisão de comprar a Petroquímica Suzano por um preço que ele considerou alto demais foi um ato unilateral do então presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, mas a aquisição “foi chancelada pelo Conselho de Administração” da Petrobras, formado na época, dentre outros, pela “atual presidente Dilma”

11/9/14 - Analisando a composição do Conselho de Administração da Petrobras na época em que era diretor, afirmou que as participações de Dilma Rousseff de 2003 a 2009, como ministra de Minas e Energia e chefe da Casa Civil, e do ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, “não foram positivas, pois os mesmos se comportavam como se estivessem em suas funções originais, ou seja, defendiam os interesses do governo e não da Petrobras”

15/9/14 - Informou ter ouvido do lobista Jorge Luz e de empresários argentinos que a presidente Cristina Kirchner “iria conversar com a presidente Dilma” sobre a venda, pela Petrobras, de ativos brasileiros na Argentina

11/2/15 - Disse que o ex-diretor de Óleo e Gás da Petrobras, Ildo Sauer, havia sido o responsável pelo programa de Energia do PT, na campanha de 2002, e iria assumir o Ministério de Minas e Energia no primeiro governo Lula, mas “acabou preterido por Dilma Rousseff”. Informa que Dilma foi presidente do Conselho de Administração da Petrobras no período 2003-2010

11/2/15 - Reafirmou que o doleiro Youssef o avisou de que Antonio Palocci “estava pedindo R$ 2 milhões para a campanha de Dilma” à Presidência em 2010. Acrescentou que “nunca tratou com Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula ou Palocci sobre esse tema”

Depoimentos de Alberto Youssef:

3/10/14 - Reiterou acreditar que o “Palácio do Planalto” sabia da existência do esquema na Petrobras. Indagado sobre quem seria o “Palácio”, citou o nome da presidente Dilma Rousseff, dentre outros petistas como Lula e José Dirceu e o peemedebista Edison Lobão

14/10/14 – Disse que a saída de Paulo Roberto da diretoria de Abastecimento deveu-se a disputa de poder no PP, “sendo que possivelmente quando a presidente Dilma Rousseff tomou conhecimento do assunto, destituiu Paulo Roberto Costa do cargo”. Indagado se Dilma “já sabia sobre o comissionamento” ao PP antes do racha, ou seja, o pagamento de propinas aos parlamentares do PP, afirmou que “possivelmente diante da repercussão das discussões no PP, tornando-o vulnerável, ela [Dilma] aproveitou o momento” para destituir Costa. Perguntado sobre como chegou à conclusão de que Dilma “tomou conhecimento”, Youssef afirmou que ela decorre “do tempo em que Paulo Roberto Costa ficou na diretoria de Abastecimento, e do conhecimento de vários integrantes do partido, tanto do PP quanto do PT e do PMDB sobre o assunto”

11/2/15 - Declara que “não é verdadeira” a afirmação de Paulo Roberto Costa de que o teria procurado para que fossem liberados R$ 2 milhões do PP para a campanha presidencial de Dilma. Reiterou que não “operacionalizou nada”. Acrescentou que Costa “pode ter se confundido em relação a este ponto, pois pode ter repassado esta questão para outro operador” (Via Vem Pra Rua)





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