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06/11/2017   

Ladrões que desviaram R$ 21 milhões pela Lei Rouanet diziam: 'todo mundo faz'

É desse jeito.

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A Operação Boca Livre, ação em parceria da Polícia Federal com a Procuradoria da República, pegou um diálogo do executivo Bruno Amorim, filho do fundador do Grupo Bellini Cultural, em que ele admite que seu método de trabalho ‘não é 100% correto’. Ele conversa com a mãe, Ana Lúcia, também ligada ao grupo no qual se teria alojado uma organização criminosa para fraudar o Tesouro por meio de desvios de recursos via Lei Rouanet.A transcrição do diálogo consta da denúncia criminal que a Procuradoria levou à Justiça Federal contra 32 investigados, entre eles executivos de grandes empresas que se teriam beneficiado da fraude no montante desviado de R$ 21 milhões. (COM ESTADÃO)

Acusados e crimes imputados - Segundo a denúncia do MPF (leia aqui a íntegra), 32 pessoas participaram do esquema da Bellini Cultural. Os acusados foram divididos em quatro grupos.

1)    Principal – formado por membros do grupo empresarial Bellini Cultural com o papel de decisão e função preponderante em atividades voltadas ao desvio de recursos públicos;
a) Antonio Carlos Bellini Amorim, Tânia Regina Guertas, Felipe Vaz Amorim e Bruno Vaz Amorim;
Acusações: organização criminosa, estelionato contra a União e falsidade ideológica;

2) Partícipes e colaboradores - aqueles que executavam as ordens dadas pelo grupo principal ou o auxiliavam de qualquer forma, tendo plena ciência das fraudes praticadas. A maioria é funcionário ou parceiro/sócio do grupo Bellini;
a) Zuleica Amorim, Fábio Conchal Rabello e Fabio Luiz Ralstom Salles
Acusações: organização criminosa, estelionato contra a União e falsidade ideológica;

b) Cínthia Aparecida Anhesini, Katia dos Santos Piauy, Elizângela Moraes Pastre, Célia Beatriz Westin de Cerqueira Leite, Fábio Eduardo de Carvalho Pinto e Camila Tostes Costa;
Acusações: organização criminosa e falsidade ideológica;

3) Patrocinadores -  participaram do desvio de recursos públicos. A maioria desse grupo é formada por representantes de empresas que patrocinaram eventos e receberam contrapartidas ilegais, não previstas na lei Rouanet;
a) Acusados e empresas que representavam:
Adriana Seixas Braga (Intermédica);
Elizabeth Campos Martins Fontanelli e Pedro Augusto de Melo (KPMG);
Maria de Lourdes Rouveri de Camargo (Lojas Cem);
José de Miranda Dias e Adriano José Jureidini Dias (Magna Sistemas Consultoria);
Johny Munetoshi Suyama, Flávia Rejane Favaro Moreno e Veronika Laura Agudo Falconel (Nycomed Pharma / Takeda Pharma);
Josymara Ribeiro de Mendonça (Grupo Colorado);
Maria Antonieta Cerveto Silva (Cecil);
Rodrigo Vendramini Machado e Jesper Mathias Carlbaun (Scania);
Ricardo Maciel de Gouveia Roldão (Roldão);
Odilon José da Costa Filho e Ogari de Castro Pacheco (Cristália);
José Setti Diaz (Demarest);

Acusações: associação criminosa (aquele que contribui para os crimes da organização criminosa, mas não de forma permanente) e estelionato contra a União;

4) Colaboradores do grupo Bellini - aqueles que não participaram diretamente, mas que contribuíram para o êxito dos crimes;
a) Marco Antonio Haidar Michaluate e Joan Corral
Acusação: falsidade ideológica.

Processo nº 0001071-40.2016.4.03.6181.
Acompanhe a tramitação no site da Justiça Federal

Assessoria de Comunicação
Procuradoria da República no Estado de S. Paulo
Informações à imprensa: Marcelo Oliveira
(11) 3269-5068 / 5368 / 5170
prsp-ascom@mpf.mp.br
twitter.com/mpf_sp

(Com MPF)





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